Muay Thai ganha regulamentação

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PIONEIRISMO. Alvorada é a primeira cidade do país a ter legislação específica sobre a luta que tem origem tailandesa

 Alvorada saiu na frente e aprovou a lei que regulamenta a arte marcial Muay Thai no município. O texto, com dez artigos, foi aprovado na Câmara de Vereadores por unânimidade na sessão de terça-feira, dia 16, e é a primeira no país a tratar do tema. O projeto, de autoria do peemedebista Júlio Bala quer preservar a dignidade humana, a integridade física dos atletas e praticantes, além de possibilitar a fiscalização de irregularidades evitando que casos como o da ex-lutadora de Canoas, Maria Luiza Ramos, que há três anos está em estado vegetativo após uma luta.

Originário da Tailândia, o esporte também é conhecido como boxe tailandês e tem mais de dois mil anos de existência. Era usado pelo povo daquela região como forma de defesa em guerras. Na luta, considerada uma das mais agressivas, são empregados punhos, cotovelos, joelhos e pés. O esporte chegou ao Brasil na década de 80, mas foi com a explosão das competições de MMA que ganhou mais adeptos, por volta de 2008. Para o presidente da Federação Gaúcha de Muay Thai Tradicional, o alvoradense Enildo Pacheco, o texto aprovado coloca em Alvorada uma marca a história das artes marciais no país. “Já recebi telefonemas de diversos estados solicitando detalhes sobre o projeto”, revela. Com mais de 50 anos dedicados às artes marciais, Pacheco lembra que disciplina e respeito aliados à técnica são os grandes ensinamentos do Muay Thai, mas o desrespeito às regras é talvez o seu maior inimigo.

“Profissionais despreparados, academias sem vínculo com entidades ou com a Federação de Muay Thai, lutas clandestinas, falta de equipamentos de proteção em competições são algumas das irregularidades mais comuns”, enumera. Na sua opinião, o grande benefício dessa lei é possibilitar a fiscalização e a punição de tais irregularidades, já que a Federação poderá requerer a Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico (SDE) a fiscalização e fechamento de determinado local, caso for constatada a prática irregular do esporte.

A utilização dos equipamentos de proteção e a exigência de atestado médico aos atletas que competem também é um outro artigo de grande importância. “Em 2009 participei do mundial na Tailândia e todos os dias os atletas se submetiam a exames médicos. Aquele que apresentasse alteração na pressão era eliminado”, conta Pacheco. De acordo com ele, a prática do Muay Thai exige que as pessoas estejam bem física e mentalmente, isso, de acordo com parecer médico.

 Infelizmente, o descumprimento dessa regra já acarretou muitas mortes durante confrontos”, lamenta. Recentemente, Pacheco foi chamado para colaborar no inquérito da jovem Maria Luiza Ramos, atleta que há três anos está em estado vegetativo depois de ter participado de luta amadora, em outubro de 2011. “No caso dela houve uma série de erros e muitas irregularidades”, garante. O texto aprovado pelos vereadores atende especialmente a esta preocupação. A intenção é evitar incidentes mais sérios, especialmente num momento em que a prática vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil e no mundo. “Queremos acabar com essa coisa de que qualquer pessoa pode dar aula de Muay Thai. Não, tem que ser um profissional de notório saber, vinculado a uma entidade e que cumpra todos os requisitos legais que a prática do esporte exige”, explica Pacheco.

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Fonte www.oalvoradense.com.br

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